Archive for junho 2014
Diferença entre crítica e justiça.
Sou extremamente crítico ao governo por
acreditar que ele não funciona como deveria, mas acho às vezes injusto não ver
avanços no país. Um monte de gente desce a lenha, mas tem desconto na
universidade particular, faz universidade pública, tem bolsa pra fazer
especialização no exterior, estudou em cursos e pós - graduação oriunda do
Reuni, tem bolsa pra estudar aqui, tem beneficio
social por moradia ou alimentação, teve algum aumento nos últimos 3 anos no
salário quando antes teve 8 anos de congelamento no governo tucano, tem auxílio
por motivo de saúde ou desemprego, teve sua PEQUENA empresa financiada pelo BNDES,
e etc. Se o governo nunca lhe ajudou em nenhum momento de sua trajetória de
vida, só te ferrou, assim como seus parentes e afins ok, mas se ele foi motivo
de sua melhoria de vida, estabilidade financeira, e outros benefícios citados,
ponha a mão na consciência e pense bem se isso tudo não existisse, ou
simplesmente o quanto você é ingrato. Pode criticar que tudo o que não está bom
deve ser passível de crítica, mas procure ser justo quando pensar em apontar o
dedo para o atual governo.
A sequência deste texto tem origem nas respostas à crítica deste comentário:
Acredito que não é questão de suborno, mas muita gente reforça
a tal meritocracia e é a favor de honra e etc., quando estas pessoas no passado
contaram com parentes, trabalho e afins para conseguir realizar sua autonomia
profissional, apenas acho que criticar é um direito, mas tem que saber
reconhecer os fatos, muita coisa esse governo faz e nem sempre reconhecemos
isso.
Para realizar esta crítica não estive e nem estou filiado
ao PT, estou argumentando que o governo é atacado por defender o bolsa família,
cotas, demarcação de terras indígenas e etc. Sobre minorias, simplesmente acho
que se você desconsiderar esse fato se aproxima dos que se beneficiam do
governo, mas não reconhecem sua importância. Muita corrupção e outros problemas
há, mas muitos que criticam não são daqueles que só teriam essa oportunidade
para a sua melhor expectativa de vida. Iriam lutar, iriam buscar, mas não seria
o único caminho. Como a maioria dos amigos são contra o PT, é fácil descer a
lenha, mas eu vejo um perfil deste governo que independente dos benefícios
tenho a impressão que AS MINORIAS, são as que mais sofreriam sem suas políticas.
Uma coisa que meus amigos colocaram e não observaram é que
o governo deve ser criticado, vigiado, pressionado, mas apenas apontei que
existe uma particularidade nele que não foi vista por outros governos com
relação às minorias. Mas quando falamos de coisas mais próximas de pobres
melhores abastados ou classe média você vê que essa separação entre crítica e
justiça não é tão visível. Quando critico o governo é como bater em saco de
pancada, todo mundo gosta, mas reconhecer suas particularidades em relação à
minoria o povo faz cara feia? Acho que tem coisas que dá pra elogiar do
Presidente Figueiredo até hoje, mas minha observação é quanto a este governo.
Resumindo quando eu me dirijo à classe média ou pobre em ascensão é uma questão de direitos, mas quando é para pobre é um peso para a economia? Bom saber que o senso de justiça de vocês anda apurado!
Resumindo quando eu me dirijo à classe média ou pobre em ascensão é uma questão de direitos, mas quando é para pobre é um peso para a economia? Bom saber que o senso de justiça de vocês anda apurado!
Com relação ao pobre nunca sair da pobreza, da mesma forma que você conhece assistentes sociais que colocam a ineficiência do programa, conversei com profissionais que me relataram casos de famílias que não por tempo, mas por conseguir seguir sozinha sem necessitar do benefício, o que em outro debate vocês disseram ser totalmente ineficiente do ponto de vista da economia. Então quando falamos da classe média baixa e emergentes que se beneficiam disso, é um direito, mas quando falamos dos mais carentes é peso para a economia? A crítica não deve ser que tenho que ficar quieto muito pelo contrário temos que lutar por nossos direitos, mas quando vocês colocam os programas a essas minorias que tirando a corrupção e o comodismo de alguns é algo de peso econômico ao governo, quando se aproxima dos emergentes, ou classe média baixa é uma questão de direito. Por isso, em minha opinião amigo não é uma questão de criticar ou não criticar, é expor que é injusto realizar análise para pobre de uma forma e para os emergentes de outra.
O exemplo de corrupção e de políticos presos é
de dentro do governo, a imprensa sempre foi usada, a culpa de ela ter sido xingada
por uma elite mal educada, não diz que a crítica vem só da elite, vem de todos
os lados, mas em grande medida é da oposição ou dos jovens que odeiam o PT. Não
é racista, nem indígena e nem pobre é uma questão de interpretação. No direito
tem uma máxima dentro do processo democrático que as políticas de inclusão vêm
a ''tratar desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades afim de
que seja alcançada a igualdade real'', enfim associado às políticas que os
países que seguem a carta dos Direitos Humanos elaboradas pela a ONU, seguem. Não tem haver
com governar para minorias, ou qualquer totalitarismo, é uma tentativa de
minimizar diferenças estabelecidas a longo tempo em nossa sociedade.
Pela milésima vez, começo o
texto com justo e crítica, a parte da crítica acho que todos entenderam a parte
da justiça, não?! Justiça não é ficar quieto; justiça no aspecto de não
percepção, de generalizar, de que tudo o que o governo faz é errado, é feio, deve desaparecer. Reproduzir
isso é desconsiderar que os avanços sociais, políticos e econômicos devem ser
mantidos. Quando falo de classe média baixa, emergentes, e pobres mais bem
abastados, esses sofrem mais por conta desses impostos que eu inclusive pontuei
no texto acima, o fato desses pagarem quase a mesma carga tributária da classe
média alta e elites, torna desproporcional a cobrança destes grupos que tem um
poder aquisitivo superior e são tributados da mesma forma. A diferença que a
elite e essa classe média elevada, escolhem não somente as formas de ganhar
renda como se apropriam do que é público para seu próprio benefício. O fato de
eles desejarem criticar ou mudar de governantes não muda as diferenças entre as
classes, mas a incorporação dos que estão abaixo deles deste discurso, ai entra
uma questão de querer subir, status e outras coisas que vão embaralhar mais esta
discussão, mas um processo de incorporar discursos. Acho que se não está claro
e por isso, volto ao ponto que o discurso sobre direitos iguais se aproximam
quando subimos na escala, e quando descemos o discurso do direito é arrefecido
e ganha espaço as palavras custo, peso, encargos. Quando falo de crítica falo
de querer melhorias do que há, quando falo em justiça não digo que devemos ser
omissos, apenas reconhecer que o que tem para pobre tem para classe média, mas
a crítica cega ou esconde isso.
*A crítica que apontava a origem dos programas sociais foi retirada, pois elas não possuem origem neste governo, apenas foram ampliadas e incorporadas a outros programas do mesmo.
