Para homens pretos, prisão preventiva vira definitiva.
Homens pretos são pobres.
Homens pretos andam dentro das regras.
Homens pretos não tem purgatório na terra.
Se morre inocente, é fruto da hora errada, no lugar errado, com pessoas erradas, com sua existência jogada numa roleta russa que reflete o tom de sua pela escura.
Se culpado, a sentença foi dada!
Não tem segunda chance. Preto, pobre e periférico. Seu único remédio, seu único critério, sua única sentença é o calor da bala desfigurando sua cara.
A
rua! Em algum momento terei que sair pra rua. Sou dos serviços
essenciais, aquele que traz a compra de casa, aquele que vai
pagar as contas, aquele que acode os mais necessitados. Eu tenho que
ir a rua. Vejo um cenário apocalíptico! Pessoas sem máscaras,
máscara de lado, máscara no queixo, mascará no celular, mascará
na mão, máscaras no chão, crianças brincando, velhos no xadrez,
templos abertos pra rezar contra a doença que adora a aglomeração,
festa no condomínio, festa na favela, festa no vizinho, festa
profana que embala o sono eterno. Baixaria na baixada! Só sinto
falta de ar no caminhar, por ver as pessoas seguindo as regras, pelo
desregramento das pessoas e seu vazio de empatia. Máscara que cai da
falta de vergonha na cara, da ignorância e do desamor. Era pra ser
um cenário comum do cotidiano do século XXI, mas não é. Já somos
menos 6.000 brasileiros(70 mil brasileiros). O vírus político joga
os fascistas de verde e amarelo nas ruas no final de semana, a
república sangra a cada folhetim desta estação. Não chegou o
temeroso inverno, onde o vírus trará mais dor a esta e outras
nações - pelo menos em tese. E as pessoas, anestesiadas pela besta,
com o excesso de liberdade, a negligência consigo, ao próximo, com
os seus, a civilidade e a humanidade. Termos fora de uso, em desuso,
impuro num mundo onde os loucos estão no poder, a sanidade virou
segundo plano, no segundo turno, dos poucos instantes que marcaram
nossas vidas, ou a ausência de vidas, durante a nossa eternidade. A
bandeira brasileira, virou suástica de supremacistas yankees,
israelitas ou de onde beber sua fonte de distopia. Um sentimento de
medo, repulsa e indiferença sinto nesse momento. Nervos de aço é o
que me move a cada minuto. Quem vai se contaminar, quem vai me
contaminar, quem próximo a mim será infectado? Será nas filas da
caixa, na corrida do Uber, catando o lixo, na emergência, na
condução da lotação, na entrevista, na próxima esquina, no
delivery, na doação de alimento, na estação, na escola que
distribui os kits, naquele vento da ambulância que passou por mim?Quem
será o próximo? Quando serei vítima, remorso,
lamento, um
dado contado pelo ministério da saúde, OMS ou outro órgão
estatal? Não sei, não sei onde foi, como estou e onde vou. Vejo os
amigos adoecendo,
as notícias
se aproximando e a agonia me
contaminando. Quando
acaba essa agonia, política, biológica e social? Serviços
essenciais para a essência da sociedade de um Estado que me descarta. Subcidadão, como no twitter de Ale Santos, traduz
a cara do Brasil: “cidadão não, engenheiro civil formado, a cara
da elite do atraso, responsável pelo subdesenvolvimento do país,
desinformado e que usa a condição social para preencher o vazio da
sua existência.” Que essa pandemia seja breve!
Preferencialmente que eu saia
lúcido, preferencialmente bem, preferencialmente
com os meus. Sou a mão de obra pra esse “cidadão de bem”, que
se torna mais uma arma em meu caminho. Hoje como Almir Blanc, Abraham
Palatinik, Daniel Azulay, Daysy Lúcidi, dentre outros monstros da
minha história se vão, Reinaldo, o porteiro da minha escola, que
você não conhece, mais vai fazer falta aos amigos, familiares e
parentes, como uma brisa vou perdendo as referências do meu passado,
referência de quem seguir, referência do que esta por vir. Só
esquecemos que somos seres vivos, parte de uma cadeia dentre tantas
outras do reino animal. A hegemonia e controle sobre
os demais, deu uma certa miopia ao homem moderno. Uma lembrancinha
para os Homo sapiens: somos
parte e não o todo (Ubuntu).
Podemos nos unir para sobreviver (algumas espécies fazem isso), ou
ir rezar sem máscara como alguns templos aqui perto de casa. Qual a
opção mais racional? Qual a mais míope? Estamos cegos diante de
nossa mediocridade que chamamos de progresso/
Deus.
Só que nem Deus
mais é reconhecido pelos homens diante da tamanha vaidade.
Bom dia, boa tarde, boa noite! Antes da eleição do atual presidente publiquei seis textos (um de autor desconhecido) sobre o então candidato a presidente anticristo! Aqui compartilhei 4 deles. Para não dizer que guerra avisada não quebra a cidade, vamos a eles
pra pensar e lembrar porque viramos piada no exterior, balburdia
interna e que de cocaína, milicianos e funcionários fantasmas no
entorno do “mito” de papel.
Bolsonaro,
o começo do fim-1 14/10/2018
Pensando
sobre minha relação com as eleições, foi sempre de me posicionar
mais no segundo turno. Primeiramente, pelos colegas terem autonomia
em relação aos seus candidatos, segundo pelo desgaste do período e
terceiro, porque entre discursos vazios e propostas, é mais fácil
debater dois projetos do que vários. Isso desde os tempos de orkut!
O atual candidato da extrema direita apresenta-se como o pior adversário
desde que voto.
Vamos
falar pelo principal que é seu discurso de preconceito. Isso, por si
só, deveria ser motivo para não receber votos de nenhum ser humano,
principalmente negros, mulheres e homossexuais que ele disse inúmeras
vezes barbaridades ao longo da vida. Não estamos falando de um
momento ou no calor das emoções (como muitos de seus eleitores
afirmam). Foram várias declarações que por princípios éticos não
deveriam ser ignorados como alguém que deseja representar TODA a
sociedade brasileira. Ele não era um jovem de 15, 17 anos, mas um
homem com mais de 30 e poucos anos quando falou esses preconceitos.
Segundo,
seus projetos são fracos! Lendo os projetos dele e de Haddad, vê se
que ele é rascunhou discursos moralistas com propostas para a nação.
Propostas rascunhadas em poucos tópicos na página do candidato que
me geram preocupação. 1º com relação a reforma trabalhista que o
mesmo votou a favor. O fato de que a mulher gravida trabalhar em
local insalubre ser proibido e se o patrão poder averbar pelo médico
da empresa se ela tem condições ou não de exercer tal função é
algo preocupante, 2º Negociado pelo legislado, que é você
subverter a ordem das coisas. O contrato firmado está acima da
legislação trabalhista, o que em grandes empresas coloca o
trabalhador em vulnerabilidade em relação a CLT. 3º Na parte de
segurança que ele coloca o exclusivo de ilicitude. Uma salvaguarda
jurídica ao agente público que comete alguma infração no
exercício da função. É transformar os auto de resistência em
algo banal, onde a a justiça (já questionável), de o tiro que
faltava para perda de direitos que os moradores das comunidades
carentes possuem.
Terceiro,
Bolsonaro sempre deixou claro que daria um golpe se fosse eleito,
descredito com a democracia e demais instituições e vai governar
constrangendo o congresso se necessário. A curto prazo, isso
funciona, segundo alguns cientistas políticos, pelo apelo popular,
mas depois isso perde efeito, e a longo prazo o que o colocará em
uma situação mais difícil quando o congresso estiver em situação
mais forte, quando este apresentar vulnerabilidade, como todo governo
sofre num período de quatro anos. A vontade de manter o poder, com
as fake news produzidas por alguns simpatizantes (até alguns
parentes, segundo alguns analistas), a falta de dialogo com o
congresso podem colocar em xeque a democracia e a soberania popular.
Tem
muita coisa, como os cristãos sendo anti cristão, kit gay que não
existe, mito do "lobo solitário", propaganda moralista,
mas tudo isso argumento nos próximos dias.
Abraços
Bolsonaro
- O começo do fim (EDUCAÇÃO)2 20/10/2018
Ao
ver a entrevista do mesmo no Roda Viva, temos as seguintes
observações:
Não
respondeu como resolver a questão saúde pública;não respondeu
como como criar empregos ao pequeno trabalhador rural e nem tocou na
reforma agrária. O ponto mais absurdo foi a declaração no tocante
a Vladmir Herzog, que ele fala que não há como provar o
assassinato, que ele "realmente" pode pode ter cometido
suicídio. Uma declaração do General cotado para ser ministro da
educação, diz que devemos retirar a teoria do Big bang e lecionar
criacionismo na escola. Defendo que o currículo escolar deva ser
amplo plural e democrático. Falar de Estado Nação, de direitos e
deveres, de discriminação, preconceito e intolerância. Suprimir o
pensamento crítico em prol de doutrinação ideológica, é tornar o
indivíduo manipulado e acreditar mais em Fake News do que na
realidade ou na própria ciência. Eu formei, cantei hino nacional,
hino da bandeira e nem posso dizer que isso é uma problemática. O
problema se dá se modificarem o currículo! Muitos dos colegas de
esquerda e de direita cometem equívocos ao criticar o ensino
militarizado. Não há problema no método que tem seus resultados em
algumas partes do pais, pois NÓS que estamos em sala de aula na rede
pública sabemos as dificuldades com a ausência de funcionários,
falta de investimentos e outras demandas. Se vier ajudar na melhoria
da estrutura escolar, será bem vinda. O problema se apresenta ao
mudar o currículo, que de fato é a contribuição negativa do
regime militar nesse quesito, formando um cidadão menos crítico,
numa época de impressa censurada e justiça desaparelhada. Formar um
cientista sem desenvolver o senso crítico, é querer formar um
atleta sem aparelhos. Sabe quantos atletas são necessários, para
formar um atleta olímpico? Sabe quanto se precisa investir? Quantos
atletas são necessários para apresentar resultados a longo prazo?
Pesquisa que você vai pensar melhor nesses cortes que o seu
candidato apresenta. Quanto ao "Kit Gay", não existe. Um
seminário sobre adolescência e homofobia que ocorria na câmara,
apresentava a o debate de combate a homofobia. Bolsonaro mentiu tanto
na apresentação do livro (não estava incluso na lista), quanto na
sua finalidade (faixa etária). Sim, ele desconhece o tema, mais um
pra variar! Poderia comentar de colocar o ensino médio e fundamental
a distância, mas prefiro acreditar que seus assessores erraram e
eles irão rever essa medida (Alias, ele, Mourão e Paulo Guedes toda
hora se contradizem, mas deixa pra lá!) Combater a intolerância com
silêncio é uma prática antiga no Brasil, o que propicia
continuarmos alienados em relação ao diferente, e acreditando mais
em fake news do que na realidade. Caminhamos para a idade média, com
fardas e baionetas. O império contra ataca.
Bolsonaro
- o começo do fim 3 26/10/2018
"Eu
sonego tudo que for possível"
"Eu sou favorável a
tortura."
"Através do voto, não se muda nada no
país."
"O filho começa a ficar assim meio gayzinho,
leva um coro e ele muda o comportamento".
"O que você
faria se tivesse um filho gay? Isso nem passa pela minha cabeça,
eles tiveram uma boa educação".
"Não é porque ele
faz sexo com seu orgão excretor que ele vai ser melhor do que os
outros."
"Você não merece ser estuprada"
"Eu
não entraria em um avião, pilotado por um cotista"
Eu fui
num quilombo. O afrodescendente mais leve pesava sete arroubas"
"As
minorias têm que se curvar as maiorias."
"As minorias
se adequam ou simplesmente desapareçam."
"Nos temos
que acabar com o mimimi do feminicídio".
não vou
combater, nem discriminar, mas se eu ver dois homens se beijando na
rua, vou bater."
"Se eu quiser botar uma prostituta no
meu gabinete, eu boto. Se eu quiser botar minha mãe, eu
boto."
"Voltem para o zoológico".
"Erro
da ditadura foi torturar e não matar".
"O próximo
passo vai ser a adoção de crianças (por casais homosexuais) vai
ser a legalização da pedofilia."
Lendo
e escutando essas frases, pensei em argumentar o porque de cada
frase. Ele não era um "garoto" (mais idade que o filho
dele tem quando pronunciou essas frases), no segundo mandato, de
longa data, até os últimos anos. Pensei em argumentar, citar as
infrações a justiça, aos processos que ele sofre e outros fatos
políticos, mas se o seu preconceito contra o PT, é maior do que
negros, mulheres e homosexuais, você está votando certo. Acredito
que sua humanidade, moral e respeito as instituições não concordam
com METADE do que está dito aqui. Aos Cristão, indecisos e que
pensam em votar em branco, pensem nisso. As citações acima dizem
por si só.
Boa noite faces!
O texto não é meu mas concordo e achei interessante:
POSICIONAMENTO POLÍTICO
Antes de mais nada, quero esclarecer cinco pontos importantes:
1. Não sou filiado a nenhum partido político.
2. Não votei no Fernando Haddad e nem no Jair Bolsonaro no 1º turno.
3. Assim como todo cidadão de bem, sou TOTALMENTE CONTRA a CORRUPÇÃO. Vou defender sempre a verdade, a investigação imparcial dos fatos pela Justiça, e que os condenados sejam devidamente punidos, sempre respeitando as leis e as Instituições.
4. A minha opção por não votar em um candidato e votar em outro foi feita de forma racional e analítica, não envolve nenhum tipo de sentimento de amor, raiva, preconceito, rancor ou ódio pelo partido de direita, de centro ou de esquerda.
5. Está em vigor desde 2010 a Lei da Ficha Limpa. Esta lei proíbe que políticos condenados em decisões colegiadas de segunda instância possam se candidatar, portanto, parto aqui do princípio que os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad são "Ficha Limpa". Se qualquer um dos dois tivessem de fato cometido algum crime, teriam sido condenados pela Justiça e estariam inelegíveis para disputar esta eleição, o que não é o caso.
Esclarecido os pontos, vamos aos fatos:
FORMAÇÃO ACADÊMICA:
13 - Fernando HADDAD: Graduado em Direito, com mestrado em Economia e doutorado em Filosofia.
17 - Jair BOLSONARO: Graduado em Educação Física.
PROFISSÃO:
13 - Fernando HADDAD: Professor de Ciência Política da USP.
17 - Jair BOLSONARO: Capitão da reserva do Exército.
TRAJETÓRIA POLÍTICA:
13 - Fernando HADDAD: Ministro da Educação de 2005 a 2012 (7 anos) e Prefeito da cidade de São Paulo de 2013 a 2016 (4 anos).
17 - Jair BOLSONARO: Vereador da cidade do Rio de Janeiro de 1989 a 1990 (2 anos) e Deputado Federal pelo Rio de Janeiro de 1991 a 2018 (27 anos).
HISTÓRICO DE FILIAÇÃO PARTIDÁRIA:
13 - Fernando HADDAD: PT
17 - Jair BOLSONARO: PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL.
ATUAÇÃO NA POLÍTICA:
13 - Fernando HADDAD: Atuando 7 anos como Ministro da Educação, implementou o ProUni e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia; criou o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, o SiSU (Sistema de Seleção Unificada), reformulou e ampliou o FIES.
Durante 4 anos como Prefeito da cidade de São Paulo, buscou fazer uma gestão moderna diferente das anteriores, priorizou o transporte coletivo e o não poluente (criou 423km de faixas exclusivas para ônibus e 334km de ciclovias), criou o Passe Livre (para estudantes de baixa renda e idosos utilizar o transporte público gratuitamente), abriu a Avenida Paulista e mais 28 ruas exclusivamente para o lazer aos domingos, criou o Programa Braços Abertos (para atendimento e recuperação dos usuários de drogas), formalizou mais de 22 mil Micro Empreendedores Individuais (MEIs), estipulou um mínimo de 50% de mulheres nos Conselhos Municipais, e criou a Controladoria Geral do Município (órgão que revelou o esquema de corrupção que ocorreu na cidade de 2006 a 2012 conhecido como “máfia do ISS”).
17 - Jair BOLSONARO: Atuando 2 anos como Vereador da cidade do Rio de Janeiro, não teve nenhum projeto aprovado.
Durante 27 anos atuando como Deputado Federal, teve dois projetos aprovados (um referente a prorrogação de benefícios fiscais ao setor de informática, e outro autorizava o uso da fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, cujos resultados ainda não foram cientificamente comprovados).
RECONHECIMENTO PELA ATUAÇÃO NA POLÍTICA:
13 - Fernando Haddad:
1. Recebeu da Diretoria do Instituto de Ética e Comportamento no Trânsito (IECT) - filiada à ONU - o prêmio de reconhecimento pela iniciativa de reduzir a velocidade nas vias da cidade de São Paulo em prol da vida.
2. Prêmio Mayors Challenge 2016, da Bloomberg Philanthropies ("Desafio dos Prefeitos", organizado pelo ex-prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg), que premia as melhores práticas urbanas no mundo. Mais de 290 cidades se inscreveram e São Paulo ficou em primeiro lugar.
3. Prêmio Reina Letizia de Accesibilidad Universal de Municipios, na Espanha, em reconhecimento às iniciativas de acessibilidade e inclusão.
4. A ONU premiou o Plano Diretor de São Paulo entre mais de 140 candidaturas de 16 países que participaram.
17 - Jair Bolsonaro:
0. Nenhum.
Pergunto, analisando racionalmente o currículo de cada um dos dois candidatos a presidente, qual deles na sua opinião é mais bem preparado? Se você fosse proprietário de uma empresa e tivesse que contratar um administrador para geri-la, qual dos dois você contrataria?
Após análise comparando o histórico de cada um dos dois candidatos, agora vou abordar os princípios e ideias defendidas pelo candidato Jair Bolsonaro que eu NÃO CONCORDO EM ABSOLUTAMENTE NADA:
1. Liberar a venda e o porte de armas para o cidadão comum.
2. Extinção do Ministério do Meio Ambiente e a sua fusão com o Ministério da Agricultura.
3. Diminuir o poder de fiscalização do Ibama e do ICMBio.
4. Acabar com o Ministério da Cultura.
5. Acreditar que as comunidades Indígenas e Quilombolas não possuem direitos e querer acabar com elas.
6. É favorável a tortura e incita o uso da violência.
7. Se mostra contra a equidade de gênero, e acha que é aceitável as mulheres ganharem menos que nós homens porque engravidam.
8. Se mostra uma pessoa extremamente preconceituosa, discriminando homossexuais, negros e pobres, sempre tratando do assunto com absoluta falta de conhecimento e total falta de respeito.
9. Flerta constantemente com a Ditadura, já afirmando diversas vezes que apoia e sente saudades do período da Ditadura Militar no Brasil, e que se fosse Presidente daria um golpe no Estado democrático.
10. Faz constantemente discursos autoritários para desqualificar as Instituições, os meios de comunicação, reprimir as pessoas que discordam dele, e todos aqueles que são diferentes do que ele julga ser o padrão aceitável.
Não vou fechar os olhos, fazer vistas grossas para essas ideias absurdas que o candidato Jair Bolsonaro acredita e defende. Jamais apoiarei e darei o meu voto de confiança para uma pessoa que pensa dessa forma.
Sou o oposto dessas coisas que ele defende. Defenderei sempre a paz e o respeito entre as pessoas, a liberdade de expressão, a democracia, a igualdade entre as diferenças, a proteção ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, o Estado laico, e a premissa de que o Estado tem o dever de auxiliar e cuidar dos mais vulneráveis.
O representante de um país é um líder, precisa dar bons exemplos e servir de inspiração para toda a nação, sem fazer nenhuma distinção. O líder é capaz de influenciar diretamente ou indiretamente as pessoas, para o bem ou para o mal, com seus princípios, ideias, discursos e atitudes.
Me deixa muito preocupado o argumento das pessoas que dizem que vão votar no Bolsonaro porque simplesmente não votam no PT.
Não ouço as pessoas dizendo que vão votar no PSL. Ouço as pessoas dizendo que vão votar no Bolsonaro.
Não ouço ninguém dizendo que não vai votar no Haddad. Ouço as pessoas dizendo que não votam no PT.
Estranho isso, não?
Gente, lembrem-se que ser filiado a um partido político é uma obrigação dentro do processo eleitoral brasileiro, sem um partido ninguém pode disputar uma eleição.
Em entrevista, até mesmo o ex-prefeito João Dória - um dos maiores oposicionistas e crítico ferrenho do PT - reconheceu as qualidades do presidenciável Fernando Haddad, elogiou a sua postura, o colocando como uma pessoa melhor do que o próprio partido, sugerindo inclusive que ele deveria ser a nova referência para o partido se reconstruir.
Não, não é a hora e nem o momento para ficar neutro e se abster. Estamos vivendo um momento delicado na nossa democracia onde direitos conquistados pós-ditadura estão sendo ameaçados por um candidato despreparado e autoritário. Anular o voto ou votar em branco não vai adiantar nada, pois um candidato vai vencer a eleição e governar o Brasil nos próximos 4 anos.
Vejo muitas pessoas pedindo mudanças no Congresso Nacional, desejando pessoas novas e mais bem preparadas atuando na política, querendo trocar os velhos figurões que estão vivendo da política há uma vida inteira...
Então deixo aqui uma última pergunta para reflexão:
ENTRE OS DOIS CANDIDATOS, QUEM TEM MENOS TEMPO NA POLÍTICA E REPRESENTA MELHOR A RENOVAÇÃO?
Jair Bolsonaro que já está há 29 anos atuando como político, sendo 27 deles lá em Brasília; ou Fernando Haddad que atuou como político por apenas 4 anos em São Paulo?
Depois do pleito,
pensávamos no fim, que o país iria se pacificar, a “alma” do
brasileiro iria retornar, e as pessoas iriam seguir como em qualquer
outro contexto. #Sóquenão, o que ocorreu assim como nos EUA, o
presidente governa como se a campanha continuasse, governa para os
seus, governa para alguns, além de verbalizar preconceitos de toda
ordem como sempre fez. (Mais Maia, e menos coiso pra variar, mas
segue..) Os ministros tão loucos como ele, as piadas tão
preconceituosas como antes, o show que a democracia se transformou se
tornou extremamente nocivo, com esses artistas, mas principalmente os
que se dizem anti sistema ganham mais espaço. Alguém que foi
político por mais de 20 anos, como pode? Faço a mesma pergunta!E
nessa onda entrou todo tipo de gente.
As pessoas são
ruins, egoístas, alienadas ou “verdadeiras”. A
percepção de que o Bolsonaro não é apenas um homem, é reflexo
das pessoas que conhecemos, amamos ou achamos quem elas são, as
pessoas são o que são. Elas precisam ser estimuladas, encorajadas a
se dedicar a uma causa coletiva e/ou em causa própria. Causa que encontram no atual presidente. Isso constrói
ou destrói uma sociedade. O país julga que vai passar, mas não
vai. Os afetos, os vínculos, todos os momentos que
construímos achamos que irão perdurar. Nada perdura a tal situação. Estamos a
flor da pele, em constante atrito, em irritações que todos os ecos
do presidente vão nos deixar mais aflorados, e todos os sinais de
anti democracia vai nos deixar mais silenciados, todo sinal de
censura, deixa a gente mais assustado, e toda estupidez humana, vai
sendo propagada, glorificada e mitificada. Onde Bertold Brecht diz:
que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio? Democracia
em vertigem, mostra de como as nossas paixões vãos sendo esmagadas,
de uma forma sutil, irracional e programada. Sem entrar na
articulação que derrubou a ex presidente Dilma Rousseff, e prendeu
o ex presidente Lula, o que sobra é o que o atual presidente nos
revelou. Que as pessoas gostam, pensam e querem ser livres! Livres
para serem preconceituosas, livres para levar intolerância, livres
para compartilhar o ódio como se fosse escolha de um time. Mais
armas, mais coronelismo, mais desmatamento, mais maioria, mais culto
ao mito, mais nacionalismo, mais subserviência a outras nações. A
dificuldade no fundo é de admitir que nossos amigos, parentes e
colegas são um pouco o retrato desse novo/velho país. Nesse Fla
x Flu político, perdemos enquanto sociedade, nação e indivíduo na
capacidade de conviver, de empatia e de progresso. Um relativismo raso
que confunde intolerância com opinião. Um homem que se elegeu
pregando o ódio, tem um pouco dele em cada brasileiro que julgávamos
seres de paz. Não são a personificação do mal, mas em alguma
faceta espelham um sinal de anti natural, anti integração, ou
foca/fofoca da família tradicional brasileira que diz: quem deve
ser contratado, quem deve ser pra se relacionar, quem deve ter
boa aparência, quem eu quero próximo, quem é um bom par, quem deve ser eliminado. A
relação política a partir de um momento fica mais latente. Para manter perto ou
próximo, evitamos certos assuntos, para manter uma "paz armada", sem
entrar no conflito propriamente dito. Uma reserva para evitar novas
pessoas que venham a agredir a nossa existência, mas mantermos
contato por um costume, uma carência, ou ideias que dizem que vale
tudo; amigos acima de tudo, parentes acima de todos etc. Nada contra,
mas...,o eterno “mas” que mata a gente. Acho que vivemos numa
sociedade tóxica, além da crise econômica, além da incompetência do político citado, saber que as pessoas que amamos além do ódio,
reproduzem seu pensamento, é saber que retrocedemos enquanto seres
humanos e que o pensamento de seu avô e sua avó está mais vivo do
que nunca, e as novas gerações acham que os anos 60 estão de
volta, com uma pitada de intolerância moderna e internet. A
diferença de posição política não é problema, o ódio que Bolsonaro
criou, e/ou retirou de dentro dessas pessoas não vai se apagar, da
mesma forma que o ódio que ele estimulou na massa que não votou
nele é alimentada a cada twitter. Talvez as futuras gerações
consigam criar um novo vinculo de afeto em que a política seja algo
mais responsável, tolerável e respeite os direitos humanos. O
intolerante é intolerável, segundo um pensador citado por minha
professora de comunicação. Caminhamos para além dos frangalhos
econômicos, destruição das nossas grandes empresas, o racha de
nossa sociedade. A humanidade das pessoas que gostava foi roubada(ou não),
elas são legais, simpáticas, toleráveis quando comparada a massa
extremista bolsonarista (nem todos são de extrema direita). Me lembro de uma vez em que quase fui
assaltado, e um cara falou que eu vou votar no Bolsonaro e com uma
arma eu iria buscar, “resolver”isso. Se você está com raiva ou
abalado, e buscando uma solução rápida, percebe que ai nasce o
fascismo, em que surgem mitos e formulas mágicas. Minha raiva e a
vontade de resolver o problema da insegurança, não pode ser
maior do que a vontade de realizar uma política pública para todos,
sem submeter ao meu ego, minha bolha ou minha perspectiva de mundo
como a única, sem pensar, trabalhar e projetar algo para a
coletividade. A política me deixa triste, a economia me deixa
inseguro e a sociedade me torna um aprendiz. Decepção não mata,
ensina a viver, e viver nessa realidade é a prova de que nada é
eterno, pois temos ciclos de progresso e arcaico, lidamos com forças
acima de nossa capacidade enquanto pobre, massa e proletário e que o
tempo será juiz(justo dessa vez) e remédio que hoje a nossa democracia em vertigem sangra. Se
nos aprendemos a odiar, também podemos aprender a amar.(Bob Marley).
Difícil quando eles me odeiam, odeiam o que sou, odeiam minhas
ideias, odeiam a diferença. O olho por olho e o mundo acabará
cego. (Mahatma Gandhi)Então serão vários anos de escuridão, até
que passe esse inverno eterno, pois o calor da política faz parecer ser
eterno o verão, mas é o frio a melhor definição deste período,
onde somente sopra o vento frio do coração gelado que há nos
homens.
Só que nós restringimos a enterros, casamento e batismo.
Fora isso sou do trabalho e da casa onde habito.
Queria escrever um livro, mas não sou literato.
Queria plantar uma árvore, mas este chão é alugado.
Queria um amor, mas despois da transa sou descartado.
Queria mais dinheiro, mas nasci proletário.
Queria dias felizes, mas isso é quase muito raro.
Queria voltar a infância, pois o mundo de adulto é muito
chato.
Queria mudar o mundo, mas não consigo comprar nem meu
conjugado.
O pensamento deles é quadrado.
Discutir nas redes sociais é um saco.
Filhos e casamentos são calor ou um fardo?
Os dias andam meio cinzas pro meu lado.
A primavera lembra outono, outono lembra verão, verão lembra
inverno, inverno lembra primavera e a ciranda das estações pula, troca se joga
nessa globosfera.
Aquecimento global é nossa era.
Nos planetas dos macacos ninguém observa.
Que o consumo desenfreado nos leva pra cova na certa.
Eu sou o meio, do avesso, no extremo do receio, aquilo que corta o peito que eu não mais vi, um livro não acabado, uma série que não completei a temporada, um filme no Netflix que não vi, uma história pela metade, uma amamentação incompleta, leite pelo ar! Uma pane seca, um carro sem combustível, um ciclo incompleto, o relógio em descompasso, um amanhecer enluarado, um anoitecer ensolarado, uma noite mal dormida, uma solidão, um copo: meio cheio ou meio vazio, sonhos interrompidos pela metade, um homem perdido no espaço, o ser e o nada, Sartre e Dostoievsky, Machado e Jesus, música picotada do disco que pulou, um vídeo no You Tube que não carregou, o download que não terminou, a masturbação pela metade, o coito da noite vale, o beijo que não se quis continuar, o tempo, do tempo, um contratempo de tentar ter tempo. Filho da mãe, do pai, do Espirito Santo, do acaso, dos casos que se tornam válidos deste destino mil. Filho do Brasil, no pais do futuro, índios do passado, sou negro escravizado, que segue não alforriado, dentro do caos do ciberespaço, amores perdidos, corno ou traidor, tolo ou soberbo, preto e brasileiro, claro fora do cativeiro, doce ou azedo, manga ou leite, rosa ou cacto – cravo de lado! Que segue vivo ou espantalho, preso no espartilho da vida, desgraças que vem como em rotinas, esperando as coisas que do nada me avivam a vida, zumbi entre os vivos, nem rei, nem mendigo, na incompletude eu sigo, neste limbo, purgatório? Talvez?! Meio, notório dos caminhos que se apagaram atrás de mim, as bifurcações que estão por vir, e eu no meio desta encruzilhada, ainda não matei a charada, na corda bamba de um precipício. Slackline entre as montanhas, Raul tocando em minha cabeça, coração nem quente e nem gelado, apenas um pedaço dilacerado, como segue este ser, metade da laranja, uma artimanha tamanha, rimar da fama, que engana, e deixa a cabeça apenas a barganha daquilo que um dia eu quis, eu fui, eu sou, estou ou mais um outro ou...
Caro leitor, não foi pensando em fazer 3 atos, nem falar
sobre as vidas passadas, presentes e futuras, mas chegamos até aqui por conta
das escolhas realizadas, por um dos últimos animais, sereno,
infantil, racional, lúdico e romântico. (Último Romântico, Lulu Santos)
Porque vos escrevo? Talvez em busca de respostas que não
estão nas bancas, prateleiras do mercado, num show qualquer, no trabalho, no
poder de compra, na imagem da mulher ideal. Mulher nota 1000, criada, de nossas
ficções, ilusões, hologramas da vida que projetam as expectativas/imagem/hegemônico/padrão/loira/alta/magra/olhos
azuis/modelada zona sul/ou barra/projetada/criada/herdada que alimenta as
expectativas, sonhos de consumo masculino. Tudo isso criação. Homem primata,
capitalismo selvagem. Ohhhh, (Homem Primata, Titãs) pensar que construímos
castelos de tipos ideais de certo e errado, bem e mal, sucesso e fracasso,
bonito e feio. O que seria bonito? A essência da alma ou o que alimenta os
olhos? Ou um meio termo? Ou apenas a hipocrisia, dissimulada de “gosto”, jeito,
destino, acaso? Sabemos disso e não controlamos, ou nos descontrolamos conforme
as emoções, desejos e afetos que o outro nos gera. Dentro desta bolha, desta
cela, moda, vestido de cetim, pensamos em uma batalha secular, que entre a
razão (imagem) e a emoção (o ser e sua personalidade), apenas dentro das
estruturas que fomos criados, nós lançamos ao desconhecido e buscamos achar um
ponto final nessa busca incessante do amor.
Se se morre de amor,
como Gonçalves Dias coloca em sua poesia?Eu
sei que vou te amar. Como na música de Vinícius ou no filme de Arnaldo Jabor?
Não deixar a rotina consumir, como no filme Como
se fosse a primeira vez. Ou Cidade
dos anjos que voltamos a uma abstração do realismo fantástico na busca do
divino, com a poesia parnasiana, ao encontro de um amor declamado pela métrica,
e expansivo e denso como o sobrenatural e mundo extra-sensorial que a
mortalidade nos apresenta. Nessa busca, nessas perguntas, nessas angustias, nessas
confusões, desilusões, decepções, de quem feriu e foi ferido, quem fez doer e
doeu, quem foi herói e bandido, vilão e mocinho, quem sentiu as dores do mundo,
num segundo que o coração era de gelo, derreteu e depois do segundo sol,
morreu.
Este momento de experiências, buscas e desalentos, o amor
parece algo distante e perto, pelas dores que queremos evitar, e pelos desejos
que alimentamos na alma. Então seguimos o itinerário da vida arriscando um
pouco mais e buscando com nossas armaduras, escudos e medos encarar o
desconhecido que vem atrás das masmorras e montanhas, com a senha secreta para
a liberdade, ou melhor, redenção da alma, como num dia de trevas, chuva e frio,
virasse tudo sol, praia e uma linda festa de carnaval, chamada amor.
Antes de oferecer seu coração para uma pessoa, se pergunte
quem é você? Na verdade, você não precisa perguntar nada, questionar nada,
escutar e falar quase nada, apenas viver como os primatas, que seguindo a
cadeia alimentar, e o ciclo do mundo da fauna, nasce, cresce, reproduz,
envelhece (com essa reforma da previdência...) e morre.
Não sei o que sou. Um apaixonado que um dia vai encontrar a
mulher amada, se casar e ter filhos, atendendo todo interesse da família
tradicional burguesa e sendo feliz para sempre; se vou ser essa pessoa que
busca o amor incessantemente e vou trocar de esposa toda hora, num complexo de
Fabio Jr., Gretchen e outros que amam de maneira intensa, se jogam, depois acaba
e recomeça novamente, com uma viagem a Paris (Nunca fui, nem sei se vou, mas
parece ser o cartão postal mundial do amor), a todo encontro com a paixão
intensa; um meio termo, que seria um casamento aberto, que entenderíamos o que
sentimos um pelo outro, mas nossa carne, coloca desafios e desejos para além
daquele relacionamento; ou casar normalmente e depois trair a esposa, como boa
parte dos homens na sociedade brasileira, seguindo a tradição de seus parentes,
amigos, colegas de trabalho, como coloquei em uma música (se eu conseguir
publicar, edito esta parte e coloco a mesma), exercendo o poder que os homens
heterossexuais tem na sociedade brasileira, sem se preocupar com as crianças,
com a esposa, com a casa, com os afetos, apenas com o ego e sua malandragem que
é em grande parte a realidade dos que vivem aqui; ou ainda a solidão, que você
de certa forma está acostumado e causa poucos estragos, que dialoga com
encontros sazonais, ou até uma ficante constante, que alimente o corpo na
carência e siga sua vida entre trabalho, amigos, eventos, viagens,
religiosidade, militância, etc., etc. e etc.;
Dentre todas as opções, nenhuma parece ser a certa, apenas
uma alternativa entre outras milhares de possibilidades de se relacionar com o
outro. Na verdade, você pode estar bem consigo mesmo, mas esse desejo de ir em
busca do outro coloca você diante de tais perguntas. Se você tem essa alma de
Nelson Rodrigues, que se joga de forma intensa, ardente e confusa nas relações,
de começos e recomeços, ok, se você é um cara mais calmo, que vive as coisas regradamente, como quem toma um chá inglês pontual como o relógio do Big Bang,
enfim, para tentar minimizar impactos, como quem diz:
-Olha sou o homem que o comercial da Qualy produziu, o mocinho
da novela, com cavalo branco e o escambau!
Ou
-Olha, eu sou um filho da puta, transei com muitas mulheres,
e você pode ser mais uma. Não é nada pessoal, mas eu gosto de sexo, mas não me
apego muito, ou vamos ver no que dá, se quiser a gente transa, beija e vê Netflix,
se não a gente bebe e te deixo em casa sem rolar nada, mas vamos tentar.
O interessante é tentar se conhecer o mais próximo possível
(se isso é possível, nesse processo de construção e reconstrução), chegar o
mais próximo do centro de um tornado que é sua cabeça, sua existência, ou você
quando conversa com seu ser. Olhando no espelho da alma, das cicatrizes, rugas,
cascos e descasos que você viveu, para tentar ser franco com o outro nesse
prato de entrada.
E daí seja o que Deus quiser. (Se você for ateu, o que a
biologia e os indicadores sociais proporcionarem de expectativa de vida para
seu grupo).
Ao adentrar na rotina de uma relação, exige a entrega. Você se
conhece, sabe a fera, a cólera, o leão que está em você, busca a paz e a calmaria,
que a alma reclama, mas sabe que essas aguas tranquilas passarão, e que você
virá como fênix, embrasando ao som de um pancadão querendo guerra, querendo
fogo, querendo gloria, Joana, Carol, ..., e aí? Vai sair como quem vai comprar
pão na padaria ou aprender a controlar seus demônios? Talvez por isso escreva,
por isso pergunte tanto a mim, ou deveria confiar nos calos que a vida dá, mas
eu, que sempre fui muito curioso, pergunto, para o mal maior evitar, de algo
que na verdade talvez não se possa controlar.
Roleta russa do futuro, múltiplas opções, para fugir do muro
das lamentações. Que seja eterno enquanto dure! O medo de escolher errado, o
peso do passado e a pressão social, colocam sexo e afeto, num patamar a quinta potência,
elevada ao quadrado, ao cubo e a puta que o pariu, a pressão sobre você, sobre
os seus amigos, parentes, enfim, em todos que vivem essa modernidade, ou pós
modernidade louca, que o clique do computador nos apresenta múltiplas opções, e
ficamos agoniados sem saber para que direção seguir, querendo tudo, não tendo
nada, e sendo uma expectativa ambulante e diante do muro de lamentações que é o
fracasso alcançado, o medo presente, e o futuro duvidoso (Bete balanço,
Cazuza).
Não sou um pé de Jequitibá, nem um canto da cigarra. Tenho a
existência secular que todos os humanos possuem. Nesses dias que me restam
(trintei já, rs rs), é de tentar sentir e se entregar ao que vier, se ela é a
princesa Fiona (Dona Gigi, os Caçadores), ou a princesa Branca de Neve (Mina do
Condomínio, Seu Jorge), não deve ser importante, sexo bom, ser um pouco doida e
me aturar (olha esse texto, você acha que esse autor é normal? Fala sério. Kkkkkk),
estará de bom tamanho. Talvez busque uma perfeição na escolha, pois eu, ou
melhor, ninguém busca ficar com alguém para depois separar, então primeiro
buscamos entender nossas cabeças doidas, depois se apaixonar (o que é mais
difícil, conforme o tempo, educação, classe social e visão de mundo que
atropela os indivíduos de diferentes maneiras. Bordieu fala disso!), e buscar essa
tal formula do amor (A formula do amor, Kid Abelha), para no final encontrar o próprio amor. (She, Elvis Costello).