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Archive for abril 2013

Partindo a esTrela

sexta-feira, 26 de abril de 2013
Posted by Ótica Singular


A Hora da Estrela

Quando cai a noite olhamos para o céu e vemos uma linda noite, os casais enamorados olham encantados a lua e as estrelas. Na madrugada de ontem olhei apavorado, espantado, com repulsa, asco, horror ao que se tornou a estrela solitária, vermelha que não lembra nem de longe o vermelho de luta que os movimentos sociais, intelectuais, camponeses, operários e outros setores da sociedade se mobilizaram para conquista, construção e consolidação de tal instituição.

A estrela do Partido dos trabalhadores é vermelha pelo sangue que carrega dos inúmeros trabalhadores da nação que são cada dia mais onerados por bancos, latifundiários, a especulação imobiliária, os eventos internacionais nas grandes cidades brasileiras que fazem bens de empresários e políticos ampliarem e fazendo do BNDS, sangria desatada para arrancar dos trabalhadores e dar para os mais ricos.

Não bastassem os inúmeros casos de corrupção, lavagem de dinheiro, dinheiro sujo - na cueca ou não, com laranja? Nojento. Enfim... - mensalão, aos poucos o partido dos trabalhadores foi mostrando que seus construtores, arquitetos e dirigentes, não iram romper com os velhos grilhões da nação, muito menos dar ao povo brasileiro uma nova política de estado que os tornem modelos para os gestores sucessores. Era apenas um rearranjo, os mesmos homens do Maranhão, Bahia, Amazonas, Mato grosso, Rio de janeiro, Piauí e outros distritos da federação que continua o velho exercício do pacto das federações, da república velha.

O que nos choca, é ver que alem das inúmeras barbaridades, querem criar uma lei que acabe com a alternância dos poderes, (entre o legislativo, o executivo e o judiciário), se encontra ameaçado pelos senhores legisladores, que alem da competência da elaboração das leis, querem interpreta-las. Quando a interpretação do STF, não lhe agradar, - coisa que não é de sua competência julgar – querem que volte para a câmara, ou levara a plebiscito popular. O deputado Nazareno Fonteles (PT/Piauí) que encaminhou ao congresso a PEC33, aprovado pela comissão de constituição e justiça da câmara deveria receber uma visita do Capitão Nascimento, pra bater na porta dele e dizer:

- Você não é petista, você não representa nem um sexto da história do partido dos trabalhadores, você é moleque, pede pra sair, pede pra sair!

E é claro, caros leitores, que buscando manipular a massa, como em todos os outros processos eleitorais vão conduzir a um mar de informações distorcidas, que conduziram excelentíssimos deputados e senadores, a gozar na cara da nação e dançar sobre a sepultura da democracia, que já nasceu molestada, teve idas e vindas na trajetória da política nacional, agora levar o seu golpe de misericórdia. O rap da felicidade, o som que vem da periferia serve para ilustrar bem o novo rit do planalto:

-Era só mais um silva que a estrela não brilha...

Com algumas correções, pode se dizer que são milhares de Silva, Lima, Ferreira, Campos, Almeida, Carvalho, Vilar, Araujo, que lutam para brilhar, mas a estrela do PT, essa se apaga. Não sei o que é pior, quando a noite cai, se choro porque quando os gatos saem, os ratos fazem a festa, ou continuo a acreditar que aquela estrela brilha, quando na verdade ela nem existe mais, só um raio que cruza o espaço que ainda não sumiu. Que não sejamos como no conto de Clarisse, Macabéa que em seu leito de morte encontrou sua hora de estrela. Que a democracia não tenha uma hora, mas a eternidade para brilhar. Já do PT, não posso dizer o mesmo.

IFCS

sexta-feira, 5 de abril de 2013
Posted by Ótica Singular
IFCS




- Minha UFRJ,

Ou melhor, sendo pública nossa UFRJ. Às vezes nos perguntamos como seria isso, aquilo, assim, aqui, a aco lá... “Não sei, não posso dizer aquilo que não vivi apenas aquilo que experimentei.”

“Na UFRJ estudei com pessoas que vieram de diferentes regiões do país. Maranhão, São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul, Minas... Quando em sua formação histórica, ao dizerem: “Universidade do Brasil”, entendo o porquê hoje.” Pode não ter o mesmo peso do passado, assim como o estado que a comporta, mesmo assim se mantém imponente aos quatro cantos do mundo em termo de pesquisa, ensino e extensão.

“Quando vim para cá, pensava muitas coisas. Tudo era mágico, tudo era divino, tudo era bibliográfico?! Sim, mas pouco a pouco a história que agia sobre mim, começou a retomar seu lugar. Mas analisando bem, minha terra –Mesquita -, minha crença-Igreja Católica Apostólica Romana -, minha família – pobres ou emergentes-, meus amigos, enfim...; tudo ganhará um novo sabor. Meu paladar não é melhor do que antes, apenas diferente na hora de provar as coisas.”

O exercício da alteridade nos dá um óculos, diferente daqueles que todos nós possuímos ao nascer, a academia aprimorou os nossos.

Sim, ainda somos de carne e osso. Continuamos a ser mortais que comem, bebem, sente frio e medo. Mais aprendemos a admirar aqueles que aqui não mais estão aqueles que nos encontram nas estantes do ifcs e nos esperam a sete palmos do chão.

Aqui lemos Marx, Weber, Durkheim, Rousseau, Bourdie, Maquiavel, Paulo Freire, Vianna, Buarque, Levi-Straus, Grammisc, Foucault, Elias, Mills, Bakhtin, Simmel, Fernandes, dentre outros, pois não quero perder a mão do texto.

E depois de devorar tanta bibliografia, ver o que havia antes de entrar aqui, e ao ligar a TV e ver as barbaridades que vejo, me apego a duas ideias. A primeira de que Deus me de muita força para me manter firme as minhas convicções, a segunda é que através delas eu ainda possa mudar o mundo.

Em uma sociedade moderna ou pós-moderna, nós homens do século passado sofremos em observar as mudanças com tanta velocidade, modos de agir, interagir com a realidade.

Quando entramos neste recinto, via mendigos na entrada, hoje usuários de crack. O prédio abandonado começou a ser reformado. Mais pessoas passaram a habitar essas dependências à noite. À noite e o dia passaram a ter sua rotina mais parecida no IFCS. Será?

Alguns saíram, outros saíram e voltaram, outros seguiram.

- E agora?Ficarei Rico?!

-Não. Uma coisa eu sei, meu acumulo de capital não será igual ao de Eike Batista.

-Nem por isso, ficarei triste, descrente da vida. Pois os livros são nossas vidas.

– Que devorem os livros (by Bolaños).

No sentido figurado, é claro. Pois não há maior riqueza que o conhecimento.

- Que o número de citações e o crescimento do meu Lato não faça perder a humildade e a sabedoria. Que não faça desligar a chave da memória: fui aluno, parta ligar agora que sou estabelecido, sou a última batata do pacote.

Neste século, da era digital, não estudamos a sociedade para pensar as pessoas como cifras; são feitas de carne e osso. Quando pensar em uma sociologia que seja a pública. Viver em um mundo capitalista, não significa viver em função do capital, que seu acumulo de saber seja maior que o acumulo de dinheiro.

Por ser a primeira turma do noturno em ciências sociais, estamos nos tornando apenas os primeiros de muitos outros cientistas sociais, que virão. Não somos melhores, nem piores, apenas os precursores de um caminho que desejamos êxito aos que se sucederem esses alunos que foram calouros, graduandos e agora formandos.

Que as estruturas deste prédio, formem muitos outros operários, que saiam daqui e levantem alicerces mais firmes e resistentes de uma sociedade melhor, uma sociedade diferente, de uma sociedade alternativa.

Fausto L. O.

Licenciando da 1ºturma de licenciatura em ciências sociais noturno da Universidade do Brasil.