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Ótica Singular On sexta-feira, 5 de abril de 2013

IFCS




- Minha UFRJ,

Ou melhor, sendo pública nossa UFRJ. Às vezes nos perguntamos como seria isso, aquilo, assim, aqui, a aco lá... “Não sei, não posso dizer aquilo que não vivi apenas aquilo que experimentei.”

“Na UFRJ estudei com pessoas que vieram de diferentes regiões do país. Maranhão, São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul, Minas... Quando em sua formação histórica, ao dizerem: “Universidade do Brasil”, entendo o porquê hoje.” Pode não ter o mesmo peso do passado, assim como o estado que a comporta, mesmo assim se mantém imponente aos quatro cantos do mundo em termo de pesquisa, ensino e extensão.

“Quando vim para cá, pensava muitas coisas. Tudo era mágico, tudo era divino, tudo era bibliográfico?! Sim, mas pouco a pouco a história que agia sobre mim, começou a retomar seu lugar. Mas analisando bem, minha terra –Mesquita -, minha crença-Igreja Católica Apostólica Romana -, minha família – pobres ou emergentes-, meus amigos, enfim...; tudo ganhará um novo sabor. Meu paladar não é melhor do que antes, apenas diferente na hora de provar as coisas.”

O exercício da alteridade nos dá um óculos, diferente daqueles que todos nós possuímos ao nascer, a academia aprimorou os nossos.

Sim, ainda somos de carne e osso. Continuamos a ser mortais que comem, bebem, sente frio e medo. Mais aprendemos a admirar aqueles que aqui não mais estão aqueles que nos encontram nas estantes do ifcs e nos esperam a sete palmos do chão.

Aqui lemos Marx, Weber, Durkheim, Rousseau, Bourdie, Maquiavel, Paulo Freire, Vianna, Buarque, Levi-Straus, Grammisc, Foucault, Elias, Mills, Bakhtin, Simmel, Fernandes, dentre outros, pois não quero perder a mão do texto.

E depois de devorar tanta bibliografia, ver o que havia antes de entrar aqui, e ao ligar a TV e ver as barbaridades que vejo, me apego a duas ideias. A primeira de que Deus me de muita força para me manter firme as minhas convicções, a segunda é que através delas eu ainda possa mudar o mundo.

Em uma sociedade moderna ou pós-moderna, nós homens do século passado sofremos em observar as mudanças com tanta velocidade, modos de agir, interagir com a realidade.

Quando entramos neste recinto, via mendigos na entrada, hoje usuários de crack. O prédio abandonado começou a ser reformado. Mais pessoas passaram a habitar essas dependências à noite. À noite e o dia passaram a ter sua rotina mais parecida no IFCS. Será?

Alguns saíram, outros saíram e voltaram, outros seguiram.

- E agora?Ficarei Rico?!

-Não. Uma coisa eu sei, meu acumulo de capital não será igual ao de Eike Batista.

-Nem por isso, ficarei triste, descrente da vida. Pois os livros são nossas vidas.

– Que devorem os livros (by Bolaños).

No sentido figurado, é claro. Pois não há maior riqueza que o conhecimento.

- Que o número de citações e o crescimento do meu Lato não faça perder a humildade e a sabedoria. Que não faça desligar a chave da memória: fui aluno, parta ligar agora que sou estabelecido, sou a última batata do pacote.

Neste século, da era digital, não estudamos a sociedade para pensar as pessoas como cifras; são feitas de carne e osso. Quando pensar em uma sociologia que seja a pública. Viver em um mundo capitalista, não significa viver em função do capital, que seu acumulo de saber seja maior que o acumulo de dinheiro.

Por ser a primeira turma do noturno em ciências sociais, estamos nos tornando apenas os primeiros de muitos outros cientistas sociais, que virão. Não somos melhores, nem piores, apenas os precursores de um caminho que desejamos êxito aos que se sucederem esses alunos que foram calouros, graduandos e agora formandos.

Que as estruturas deste prédio, formem muitos outros operários, que saiam daqui e levantem alicerces mais firmes e resistentes de uma sociedade melhor, uma sociedade diferente, de uma sociedade alternativa.

Fausto L. O.

Licenciando da 1ºturma de licenciatura em ciências sociais noturno da Universidade do Brasil.

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