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Ótica Singular
On terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Carpediem Moderno
Você no decorrer da vida, é estimulado por impulsos exteriores a você. E por mais que você seja um sujeito imparcial sob as ideias que governam as pessoas, estas vão contaminando você; contaminado com algumas das ideias presentes na sociedade. Dentre elas uma é a FAMÍLIA.
Sei que a ideia de família tradicional, é uma construção, que pode gerar frustração, desgosto, depressão e outros males para aqueles que não têm em seu histórico de socialização algum traço ou algumas características dessa forma de socialização.
Pois bem, tenho uma reflexão sobre relacionamento. Quando duas pessoas resolvem ficar juntas, se casarem ter seus filhos e se tornarem felizes para sempre, junto disso, é quando os filmes de Hollywood, os folhetins antigos, novelas e demais formas de jogar na nossa cabeça que essa é uma das únicas formas de ser feliz.
Como romper com isso? Buscando as coisas que são contrarias a isso, com o não relacionamento, ficantes constantes, amizades coloridas, lances, pentes, sexo a troes, a four, relacionamentos abertos e etc.
Podemos pensar: melhor do que ser filho do mundo; do bonde; do Carnaval; sem sobrenome; sem pai; sem mãe. Certas vezes rebatizado, com o nome de seu descobridor, pois o gerador é um sujeito oculto para ele, para a sociedade e para si mesmo, se escondendo da responsabilidade da criação.
Mas se eu desejo ser comum. Não me permitir esta liberdade que minha geração goza?Sou livre para ser o retrocesso ou progresso dependendo do ponto de vista?
Acho que não.
Vejo isso quando penso: E se eu casar?
Não posso achar que terei 20 poucos anos pra sempre, pois não terei. O corpo cansa, a aparência irá assumir feições de mais idade quando não serei mais o centro das atenções e menos interessantes aos olhos do mundo atual. Permita-se amadurecer, você não será um garoto a vida inteira, não será tratado como um adolescente que quer conhecer a tudo e a todos, quando na verdade não conhece ninguém. Assuma compromissos, uma hora a responsabilidade irá bater sua porta. Não pense que será fácil, pois nuca é, mas assuma o papel de homem, pois brincar com as pessoas, nada mais é que a prática dos garotos que ainda não cresceram. Não se pode ser Peter Pan para sempre; não posso tratar as pessoas como um pedaço de carne que compro no açougue, pois da mesma forma que você escolhe aleatoriamente no balcão, pode ser pego num gancho por algum freguês que não vera nada alem da carne. Corpos sarados, fortes, musculosos, pernas torneadas, todos os músculos milimetricamente definidos...
Mas, o músculo mais perfeito, murcho: o coração.
As músicas que estimulam o acasalamento não vão parar de tocar, as batidas serão reproduzidas continuamente em qualquer esquina, no carro, celular, balada; as letras não dirão coisas pra você amar mais sua mulher; a propaganda nem sempre vai valorizar o lar, a união, mas sempre relações solúveis como a água, relações que sejam ligadas ao produto do anunciante; sua mulher não será a mulher mais bonita que você encontrará pela frente todos os dias, sempre haverá mulheres mais belas. Você terá que saber a importância dela para você é alem disso. Valoriza-la do jeito quem ela é; você não pode programar relacionamentos, com níveis compatíveis que se encaixem em sua realidade. Pessoas que caibam em seus sonhos. Você deve ter calma, pois as pessoas não começam no mesmo ritmo, mas podem ajustar seus passos para seguirem juntas. O amor pode ser algo construído não como você leu, ouviu falar, mas como você sente cada momento ao lado quem você escolheu para fincar esta união; orgias, sexo com mais de uma pessoa, tudo te conduz a experimentar, mas em uma sociedade de empiria, será mesmo necessário experimentar tudo para saber o que é bom? Todos nós podemos ter Deus e o Diabo dentro de nós, mas só vamos saber quem é bom se cultuarmos ou servir a ambos para saber quem é o melhor pra nós? Será que ao provamos um doce, ver que era bom, mas temos a necessidade de experimentar tudo da prateleira para no final saber o que desejamos levar? Não posso levar aquele que me agradou, mesmo que não tenha chego ao meio da prateleira? Somos tão artificiais o suficiente para não garantir aquilo que provamos? É oco o suficiente para não saber o que tem dentro dessas pessoas. Se você namorou alguém e não aprendeu nada estando ao lado dela, é porque é um ignorante! Ninguém é um coco vazio, todos temos um pouco de água a oferecer. Se você não bebeu nada, é porque nunca soube abrir um. Enquanto vivermos procurando perfis ideais de redes sociais que possam se adequar ao nosso sonho, não vamos ser felizes. Primeiro aprenda a viver só por um tempo, pois assim saberá viver melhor quando for viver a dois, mas saiba que há desafios de viver das duas formas; ás vezes me pergunto: e se isso, e se aquilo, quando na verdade tudo é uma escolha. Se optei pelo contrato de relacionamento monogâmico, porque quero burla pulando a cerca, traindo ou fugindo disso; quero ser libertino para sempre? Tudo isso passa. Tudo lhe parece solido, toda essa ideia de ser livre, de se entregar a indústria do sexo, pode enriquecer suas experiências, mas se seu coração empobrece, onde estão aquelas histórias para contar? Do quanto sou infeliz?Você fez a escolha de viver a dois, mas prega relacionamentos a três, a quatro, a cinco...
Tente transformar suas palavras em prática. Hoje você pode estar mais longe do altar do que dos inferninhos da vida, mas só encontrará resposta olhando para dentro de si. O espelho que mostra para os outros é aquilo que você quer escutar. Escute o seu coração e o que ele tem a te dizer. Se você quer um relacionamento monogâmico, é necessário trabalhar em cima dele, fazer valer. Do contrário será mais um no meio da multidão de sacos vazios, pernas bambas, gozos com desconhecidos, se perguntando se isso é amor.
Pode ser bom nas próximas 24h, mas depois será mais um desconhecido, dentro do peito sentira algo como um estranho no ninho, você é o órfão do futuro, que vive uma ideia do passado, deixando sempre um possível amor do presente, para o amanhã que nunca chega. Escolheu ficar com RGs desconhecidos, a ter um parceiro comprometido. As pessoas se transformam em números, quantidade e não qualidade. Carpediem assim, não deve ter um bom fim.
Fausto L.

Eu não pregaria isso como modo de vida, cada um que se divirta como pode. Mas sou completamente contra o empirismo, se algo te faz feliz, pra que ficar experimentando? Correndo contra a lógica efêmera? Não acho que nenhuma forma de vida é absoluta e tbm não acho que viver de acordo com suas intuições seja mal e se ela te diz que vc pode ser feliz mesmo sem experimentar o supermercado inteiro, faça dessa vida que escolheu a melhor que puder
ResponderExcluirMinha reflexão, foi nesse intuito, pois acho que está se construindo uma hegemonia de felicidade que coloca em cheque escolhas ditas tradicionais. Concordo que a família tradicional como única forma de vida tem seus problemas de ordem ideológica para com aqueles que não fazem parte dela mas nessa sociedade pós- moderna que a tudo se destroi para se reconstruir, pensemos um pouco se precisamos fazer este exercício. Precisamos simplesmente respeitar o novo e o velho, passado e futuro podem ser pensados como diferentes e possíveis modos de vida, não como antagonistas, logo, ou um ou outro.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário Beatriz.
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