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Ótica Singular On domingo, 9 de setembro de 2012



Mesquita é uma cidade com a população de 168 403 habitantes de acordo com o IBGE, que pertence ao estado do Rio de Janeiro, e está aproximadamente á 30 km da cidade do Rio. O nome Mesquita é uma referência ao Barão de Mesquita, proprietário das fazendas que hoje constituem a região central do município. Mesquita conquistou sua emancipação no final da década de 1990, sendo o município mais recente da Baixada Fluminense. Faz parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Mesquita se emancipou da cidade de Nova Iguaçu a mais de uma década, a mais nova emancipada da baixada, ainda tem muitas demandas a serem alcançadas, pertencia como uma parte morta do corpo de Nova Iguaçu, essa tradicionalmente concentrava investimentos no centro deixando seus municípios a deriva. Com a emancipação vieram alguns desafios para gerar riqueza e prosperidade da região. A cidade possui alguns projetos sociais de destaque como a coleta seletiva, e outras características importantes que a destaca com relação a algumas cidades da baixada. Incrível é que depois de se separar de Nova Iguaçu, Mesquita cospe na emancipação, ao pensar na ideia de abdicar de sua autonomia, para voltar ao julgo de outra cidade. Nilópolis entra com força total nestas eleições, querendo abocanhar a pequena cidade emancipada. Se isto ocorrer, de que adiantará a emancipação? De que adiantará sair do julgo de Nova Iguaçu para pertencer a uma cidade que é movida a pão e circo. Sim porque ter apenas uma escola de samba, políticas de fachada, um trânsito que não se resolve em anos, e uma remuneração inferior a Mesquita na educação, então porque querer este tipo de gestão? É triste, é trágico, é cômico como iremos baixar nossas cabeças para um estrangeiro, que apenas busca estender seu poder político, não apresentando nada de concreto para mesquita, apenas seu sobrenome e sua escola de samba. Lamento profundamente pelo atual governo que de certa forma contribuiu para isto. Apesar de ver muitos avanços, não demonstrou no segundo mandato o mesmo vigor dos primeiros 4 anos. Sobre as eleições em si, é perceptível de como as pessoas que querem servir ao povo, traz mais baderna do que solução, mais ataques que proposta, mais interesses particulares que coletivos, quem mamou do estado não quer perder a teta, quem só olhou tá louco para entrar, quem só ouviu falar quer fazer parte do conto de fadas em que todos são lobos maus e o povo é a chapeuzinho vermelho que é devorada a cada 4 anos. Como o sangue da violação sofrida é da cor da roupa da mesma, não notamos as marcas da violência, mas elas estão lá. Durante as eleições velhos conhecidos aparecem, demonstrando interesse de reatar velhas amizades, todos têm propostas de melhoria da cidade e 4 anos depois a história se repete: velhas desculpas, novos candidatos, povo saturado. A única coisa que conseguimos rir é das músicas dos candidatos a políticos, dignas de algumas horas no horário nobre pois, são divinamente engraçadas, aliás, só disso podemos rir, pois tristeza política não tem fim, felicidade sim. Por mais que este texto demonstre incongruências, minha crítica se desdobra em duas coisas: no comportamento dos candidatos e na postura da população, que na sua mania de majestade, de império, querer ter um rei, como não identifica nenhum dos emancipadores como legítimos, quer fazer um estrangeiro prefeito. Sinceramente, se eu visse nas áreas públicas da cidade vizinha, nos projetos, ou dos amigos que ali residem elogios à cidade ficaria mais calmo, nem quero entrar nas críticas as práticas ilícitas, pois isso é de competência da justiça com a pseudo Ficha Limpa, o fato é que caminharemos SI o estrangeiro entrar- repetindo si- para o retrocesso, o atraso e Mesquita será apenas um samba de Carnaval, que depois da festa vai se matar o ano inteiro para pagar a conta e cantaremos: “-Mesquita foi uma cidade que nem chegou à maturidade, antes dos 18 faleceu.” F. Lima

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